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	<title>Daniela Araujo &#187; twitter</title>
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		<title>A febre das redes sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 00:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que todo dia surge uma rede social nova (ou sou eu que não consigo acompanhar esse &#8220;mercado&#8221;). Eventualmente recebo dos meus amigos un convite para participar de alguma rede social que nunca ouvi falar. Mas por que participar de tantas? O engraçado é como essas coisas vão tomando conta do nosso tempo e a maioria das pessoas não se dá conta disso. </p>
<p>Eu sempre achei o Twitter ridículo (embora eu tenha um), mas trabalhar com internet e ter que se manter atualizado (ou simplesmente ser curioso) te força a conhecer certas coisas ao menos pra saber do que você está falando. Pois é, foi assim que criei a minha conta no Twitter. Hoje não acho que ele seja ridículo ou inútil, mas a maneira como é utilizado pela maioria das pessoas não me parece muito inteligente. Nunca gostei de twittar, mas de ler os twits alheios (a febre é tanta que virou até verbo). Depois de um tempo comecei a parceber que este novo hábito tomava uma parte do meu dia e isto de certa forma começou a me preocupar, afinal de contas que informação útil tem em &#8220;hoje não consegui lavar minhas calcinhas&#8221;, &#8220;meu time perdeu de novo&#8221;, &#8220;alguém viu minha xícara por aí?&#8221;, &#8220;não quero mais trabalhar&#8221;, etc. Me parece que o mundo humano, real e tátil está caindo em desuso. As pessoas não conversam mais e as redes sociais estão virando uma forma de escape ou uma forma de não se sentir só.</p>
<p>Na época que o orkut estava em alta, eu era uma anti-orkut principalmente porque nunca fui favorável à modismos. Mas me inscrevi lá também. Uma porque não tinha idéia do que existia lá dentro e outra porque boiava completamente quando meus amigos entravam no assunto. Enquanto era uma rede social tudo bem, mas virou uma rede de frescuras para continuar mantendo as pessoas. Juro que até tentei ter um daqueles bonequinhos que indicam o seu humor e interage com seus amigos.  Hoje minha conta é um pouco abandonada: me conecto vez ou outra pra ver se tenho algum recado, respondo e paro por aí. </p>
<p>Enquanto o orkut foi (ou é, não sei mais) modinha no Brasil, o facebook é a rede social do momento na Itália. E meu interesse nessa rede foi exatamente este. Entrar em contato com parte dessas pessoas para ter mais contato com a língua e com a cultura que sempre me dispertaram tanta curiosidade. É, rendeu. Mas se você faz parte da minha rede de amigos, não me convide para usar aqueles diabos de aplicações. Esse tipo de coisa consome muito tempo.</p>
<p>E por falar nisso, muitas aplicações consideradas 2.0 (não vou entrar nesse mérito) enxergaram a rede social como um nicho para se espalharem ainda mais. É como o netvibes onde você pode ter sua página pública. Ou o delicious onde você tem seu networking. Sinceramente, os meus viraram um aglomerado de informações. Meu delicious tem mais links do que eu consigo ver. Tem coisas que estão lá dentro. Eu sei que estão&#8230; mas não tenho a menor idéia de onde. Ter a informação é bom, mas é mais importante saber o que guardar.</p>
<p>No fim das contas, todo mundo vive reclamando que não tem tempo para fazer certas coisas. Será que não temos realmente tempo ou estamos dedicando nosso tempo livre para fazer coisas sem importância? Sei lá. Algumas vezes tento me imaginar desconectada de toda e qualquer rede social na internet&#8230; mas acho que isso é meio impossível. É como se desconctar do mundo. Então me pergunto: qual é o limite entre viver no real ou no virtual, considerando que aparentemente tudo isso virou uma coisa só?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>O mais bizarro de tudo é que esse post vai parar automaticamente no meu twitter e no meu facebook e talvez você tenha vindo até aqui através deles.</p>
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